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Forte desvalorização faz analistas recomendarem títulos da dívida grega

11-12-2009

Como a desvalorização nos preços dos títulos da dívida pública da Grécia foi demasiadamente forte num curto espaço de tempo, para os analistas do banco japonês de investimentos Nomura deixou de ser justificada pelo possível risco de calote. Por essa razão, passaram a recomendar a compra das obrigações. Os títulos gregos com vencimento em 2012 e cupom de 4,3% são considerados as mais atrativas dessas obrigações governamentais, conforme a opinião dos especialistas do banco de investimento. 

Aliás, na análise distribuída, Fred Goodwin, estrategista chefe da Nomura, ressalta que os fundamentos da Grécia podem não ser muito bons, mas a queda nas cotações ultrapassou os limites. Por causa disso, acha que agora os preços estão bem longe do seu justo valor e a compra da dívida grega ficou interessante. As obrigações da Grécia, com cupom de 4,3%, caíram seis dia seguidos, provocando uma alta de 10% na taxa de retorno desses papéis, que ficou em 4,04%. 

Grécia continua na mesma 

Com um déficit governamental que é o mais elevado dos últimos 16 anos e com um dívida em torno de 300 bilhões de euros, a Grécia terá de resolver seus os problemas sem a ajuda dos restantes Estados-membros da União Européia. Porém, por enquanto, só existe a intenção do primeiro-ministro grego, Georges Papandréou, de convocar todos os partidos para organizar a luta contra a corrupção e a fraude, além de mostrar aos investidores estrangeiros a vontade do país em limpar a sua economia. Como ainda não existem decisões concretas em relação ao assunto, os governantes dos demais países europeus começaram a dar opiniões que devem significar que não haverá nenhum tipo de ajuda externa. 

Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, pediu ao governo grego a tomada de "medidas corajosas" para enfrentar uma situação muito difícil. Para o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, o problema grego é doméstico e tem de ser resolvido com soluções domésticas. O primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, por sua vez, não admite uma situação de falência para o Estado grego, adiantando que o país não irá necessitar de apoio externo para organizar suas dívidas. E com isso descarta o apoio a qualquer tipo de ajuda pela União Européia. 

Irlanda bota barba de molho 

A Irlanda quer fazer uma economia de 6 bilhões de euros nos próximos dois anos. Para isso, vai reduzir, a partir do próximo ano, os salários dos professores, dos enfermeiros, policiais e de diversas categorias de funcionários públicos. Não vai escapar nem o primeiro-ministro, Brian Cowen, que vai receber menos 20%, enquanto os outros ministros terão redução de 15% em suas remunerações, conforme o anunciado pelo ministro das Finanças, Brian Lenihan. Os irlandeses pretendem reduzir o deficit público de 11,7% neste ano para 2,9% em 2014, de acordo com as determinações da União Européia e também das agências de rating, que aconselham cortes nas despesas. 

Aços Villares se desfaz de participações 

A Aços Villares está se desfazendo das participações de 24,5% na Tecno-Logos, que desenvolve processos, e de 66% na Tecpar, que usa tecnologia metalúrgica para produção de ferro e ligas ferrosas com baixo custo de investimento e operação. A operação é um pouco confusa, pois haverá a transferência para a Tecno-Logos das ações que a Aços Villares tem. na Tecpar e outros bens relacionados ao empreendimento e, na sequência, a Tecpar resgatará a participação acionária da Aços Villares na Tecno-Logos, retirando-se da sociedade. Essa complicação envolverá a importância de R$ 20,5 milhões, mas que pode chegar a R$ 30,5 milhões dependendo do implemento de determinadas condições. Essa explicação é ótima, pois ninguém sabe o que significa, a não ser os Gerdau. 

Fitch eleva rating do Daycoval 

A Fitch Ratings elevou os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e local do Banco Daycoval para "BB" de "BB-", perspectiva estável; rating nacional de longo prazo para "A+(bra)" de "A(bra)", perspectiva estável. Para a agência, o banco tem histórico consistente de adequada lucratividade operando com baixa alavancagem, e se destaca em relação aos demais. Além disso, tem bons índices de eficiência, boa administração de liquidez e a habilidade gerencial em períodos de crise. 

Patagônia agora quer as pessoas físicas 

Depois de fazer o lançamento de BDRs que não tiveram direito a participar do programa que foi posteriormente autorizado, os controladores do Banco Patagônia resolveram reorganizar seus programas de deposito em Estados Unidos mediante a adequação do Programa "Regulação S de ADRs" com subjacente em BDRs. O objetivo dos argentinos é conquistar investidores pessoas físicas no exterior, pois, no momento, seus acionistas nos Estados Unidos são investidores institucionais. 

Paraná Banco faz campanha para captar mais 

Para a captação de recursos em notes da série 2 negociadas no Euro MTF Market do programa de US$ 300 milhões iniciado em agosto de 2008, o Paraná Banco contratou para atuarem como joint bookrunners as instituições financeiras Queluz Securities LLP e Jefferies & Company, Inc. Como legal advisers foram contratados Proskauer Rose LLP e Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. Serão promovidos roadshows em Nova York, Miami, Montevidéu, São Paulo, Londres, Genebra e Zurique, nos dias 14, 15 e 16 de dezembro. 

Saem recursos para Log-in construir 2 navios 

A Log-In vai receber do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social os recursos para a construção de dois navios graneleiros especializados para transporte de bauxita no Estaleiro Ilha S/A - Eisa. O financiamento será de R$ 301,9 milhões, cerca de 90% dos gastos previstos, e serão utilizados recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

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